segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Noite de espera...


Despi-me de todos os meus receios, dos meus medos,
dos meus pudores e por três longas noites
esperei por você na minha nudez envergonhada e trêmula;
(eu nua de todos meus outros eus, eu nua de máscaras, eu apenas eu, 
em todas aquelas horas).
Enquanto lhe esperava vislumbrei outros vultos, senti-os debaixo das unhas,
mas não fui de nenhum.
(que outro olhar não quero, que outra boca meus lábios não beijam,
que outro peso meu corpo não sustenta).
O nome que calo é o seu, é você a sede que me abrasa, 
é seu o sabor da minha saliva, o gosto que sinto na língua.
Por três solitárias noites supliquei-lhe em silêncio;
Vem
- toca-me 
- lambe-me 
- desgoverna os meus rumos 
- desvenda os meus segredos
- despe-me deste casulo em que me guardo 
- consome tudo o que há em mim para consumir...
Mas você não veio e eu continuei deserta.
Por três frias noites eu me queimei até que virei cinzas.
(e ainda assim restou mais e mais de mim a arder).
E agora? 
Quem irá me soprar? 
Quem irá me espalhar?


4 comentários:

Anónimo disse...

Olá!
Simplesmente lindo!
um abraço!
Cristiane |

Paulo disse...

Hummm... este texto traduz bem o que foi minha noite passada.
De fato, não é preciso dizer muito mais...
Princesa tu e eu
Muito bom! Bjs

Paulo

Anjomenina disse...

Pois é Paulo... gava-te Cesto já que ninguem te gava....
Deves ser do tipinho que dás uma mal dada e ainda assim pensas que já foi muito e que foi muito bom... vai às outas que elas te ensinam e deixa aqui o pessoal. Não ves que estás a ser ridiculo.

Princesa disse...

Este Paulo anda com alucinações agora pensa que teve alguma coisa com alguém a noite passada mas eu ouvi dizer que ele tinha passado a noite no canil de lisboa coitado está demente já confunde tudo